29.4.12

1728000 segundos

O título, o título tem nos perseguido à media que aqueles números se vão reduzindo. A primeira chuva do ano lembra quando tudo começou. Agora estamos fartos do calor, os habituais 40ºC e não nos escondemos, agora conhecemos-nos e dançamos, corremos às voltas até estarmos completamente encharcados com a água gelada que o céu nos dá. Sabemos que falta pouco. Exames e trabalhos finais só para atrapalhar tudo o resto que se passa. Memórias. Primeiros anos já seleccionados, já a apresentarem-se e conversar pela internet. Reunião para as limpezas e arrumações de final de ano, quem pintou paredes tem de pagar, vejam o que levam, o que fica. O autocarro do último dia sai sempre algumas horas mais tarde, há tanta gente para abraçar. Organizar a festa de graduação, tradições. Segundos anos que escrevem testamentos, quem fica com quais das suas preciosidades depois do que será o seu nascimento num outro lugar mas o término da sua existência nestas nossas casas. Universidades, decisões, gap years, programas de viagens e de trabalho. Saudades de casa, vontade de ficar. Para melhor ou para pior, para diferente, para outro verão e depois outro ano aqui, tudo agora é uma flecha,
até já *


20.3.12

quatro palavras em hindi

Mera naak laal hai


regra de medical clowns, os palhaços mais bonitos de todos, coisas misturadas com recordações das três informações que se partilham no nosso círculo de abertura "alguma coisa boa que aconteceu a semana passada", "como te estás a sentir" e "qual a cor da tua roupa interior", uma série de jogos, andar devagar, andar depressa, falar com ratos de peluche, alimentar toda a gente com cenouras e de uma memória pequenina e linda de estar com a Toni, italiana, num hospital em Paud e fazer uma criança rir logo depois de estar a chorar por levar uma injecção. 
Traduzindo isto, o meu nariz é vermelho.
:o)